Depressão

Grupo destinado a divulgar e compartilhar informação sobre Depressão Clínica, esclarecer dúvidas e trocar de experiências sobre como lidar com esse transtorno. O grupo não tem objetivo terapêutico ou de analisar ou aconselhar sobre casos específicos.

Quais são os medicamentos utilizados no tratamento da Depressão?

A Depressão é tratada por medicamentos que se convencionou chamar de antidepressivos, embora essa não seja sua única indicação, pois também são úteis no tratamento dos transtornos de ansiedade.
Existem várias classes de antidepressivos. Os mais antigos vem sendo utilizados desde a década de 50 como os Inibidores da Monoaminoxidas (IMAO), como a Moclobemida e Tranilcipromina e os Antidepressivos Tricíclicos (ADT), como a Imipramina, Nortriptilina, Clomipramina e Amitriptilina. Nos anos 80 surgiu uma nova classe de antidepressivos, denominados de Inibidores Seletivos da Recaptação da Serotonina (ISRS) em função de seu mecanismo de ação. Sua vantagem sobre os anteriores é a incidência de menos efeitos colateriais, embora a potência antidepressiva seja semelhante. Com a continuidade das pesquisas foram sendo descobertas novas substâncias. Assim, na década de 90 surgiram as chamadas drogas de ação dual, em função de agirem simultaneamente em mais de um sistema de neurotransmissão, como os Inibidores da Recaptação de Serotonina e Noradrenalina (IRSN), como a Venlafaxina, Duloxetina e Desvenlafaxina e os Inibidores da Recaptação de Dopamina e Noradrenalina (IRDN), como a Bupropiona. Recentemente, nos anos 2000, surgiu um antidepressivo que atua estimulando a produção de melatonina, a Agomelatina, que tem mais utilidade no casos em que a insônia está presente como sintoma proeminente. Outro medicamento que tem se mostrado útil no tratamento da depressão desde a década de 50 é o Carbonato de Lítio. Embora sua indicação principal seja no tratamento do Transtorno Afetivo Bipolar, também pode ser útil no tratamento da chamada Depressão Resistente, que não responde adequadamente ao tratamento com antidepressivos ou nos casos em que está presente algum grau de transtorno de humor (irritabilidade).
Quando está presente algum grau maior de ansiedade pode ser necessária a associação de ansiolíticos, que devem ser usados com moderação em função do risco de desenvolvimento de tolerância e dependência.
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    Rubens Mário Mazzini Rodrigues

    A Depressão é tratada por medicamentos que se convencionou chamar de antidepressivos, embora essa não seja sua única indicação, pois também são úteis no tratamento dos transtornos de ansiedade.
    Existem várias classes de antidepressivos. Os mais antigos vem sendo utilizados desde a década de 50 como os Inibidores da Monoaminoxidas (IMAO), como a Moclobemida e Tranilcipromina e os Antidepressivos Tricíclicos (ADT), como a Imipramina, Nortriptilina, Clomipramina e Amitriptilina. Nos anos 80 surgiu uma nova classe de antidepressivos, denominados de Inibidores Seletivos da Recaptação da Serotonina (ISRS) em função de seu mecanismo de ação. Sua vantagem sobre os anteriores é a incidência de menos efeitos colateriais, embora a potência antidepressiva seja semelhante. Com a continuidade das pesquisas foram sendo descobertas novas substâncias. Assim, na década de 90 surgiram as chamadas drogas de ação dual, em função de agirem simultaneamente em mais de um sistema de neurotransmissão, como os Inibidores da Recaptação de Serotonina e Noradrenalina (IRSN), como a Venlafaxina, Duloxetina e Desvenlafaxina e os Inibidores da Recaptação de Dopamina e Noradrenalina (IRDN), como a Bupropiona. Recentemente, nos anos 2000, surgiu um antidepressivo que atua estimulando a produção de melatonina, a Agomelatina, que tem mais utilidade no casos em que a insônia está presente como sintoma proeminente. Outro medicamento que tem se mostrado útil no tratamento da depressão desde a década de 50 é o Carbonato de Lítio. Embora sua indicação principal seja no tratamento do Transtorno Afetivo Bipolar, também pode ser útil no tratamento da chamada Depressão Resistente, que não responde adequadamente ao tratamento com antidepressivos ou nos casos em que está presente algum grau de transtorno de humor (irritabilidade).
    Quando está presente algum grau maior de ansiedade pode ser necessária a associação de ansiolíticos, que devem ser usados com moderação em função do risco de desenvolvimento de tolerância e dependência.