A Evolução Natural, descrita por Darwin, é um processo de seleção dos organismos mais aptos a partir de mutações casuais que vão causando o surgimento de novas espécies ao acaso. A teoria da evolução das espécies não deixa claro por que esse processo ocorre, ou seja, há uma pergunta não respondida: Por que a matéria evolui? A matéria poderia ficar sempre inanimada, no entanto, existe algo que faz com que ela evolua do inorgânico  para o orgânico, do simples para o complexo, criando organismos vivos cada vez mais evoluídos. Nós gostamos de acreditar que o ser humano é o ápice desse processo de evolução. Se os dinossauros tivessem  consciência possivelmente também acreditariam que fossem, pois dominaram o mundo por milhões de anos quando nem ainda existíamos. Mas, a evolução não tem piedade, o inapto desaparece e dá lugar aos mais apto. Diferentemente dos dinossauros, nós temos consciência de que nossa espécie também pode desaparecer, se a natureza e o processo evolutivo decidir que não servimos mais a seus propósitos. Resta-nos  a opção de uma evolução consciente, se não como organismo biológico, pelo menos como organismo social, do qual cada indivíduo é apenas uma célula. Sabemos que, se continuarmos no rumo em que estamos, a  extinção da espécie humana é um fim inevitável. Então, temos consciência de que precisamos mudar. Podemos não saber de onde viemos e por que estamos aqui, mas precisamos decidir - coletivamente - para  aonde vamos e como vamos continuar vivendo nesse Planeta, sem destruir os recursos que são essenciais à preservação da vida.

A ciência humana evoluiu muito ao longo da história. Hoje acumulamos conhecimentos e tecnologias que nos abrem possibilidades inimagináveis. No entanto, precisamos descobrir como utilizar esses conhecimentos em benefício da vida  como um todo, não só da vida humana, mas de toda a vida do Planeta. Um dos conhecimentos mais avançados a que chegamos foi o desvendamento de nossa constituição genética, a partir do Projeto Genoma  Humano. Os estudos sobre genética têm nos mostrado coisas que gostaríamos de descobrir e outras que não gostaríamos, como, por exemplo, que nossa semelhança com os macacos é muito maior do que imaginamos,  ou, de que o nosso genoma difere muito pouco do genoma dos ratos, que esperávamos encontrar cerca de 150 mil genes mas só existem cerca de 23 mil. Através de uma nova ciência, chamada  epigenética descobrimos que a atividade gênica pode ser modificada por diversos fatores, em especial fatores ambientais, mas também fatores intrínsecos, inclusive nossa própria consciência e maneira de  pensar. Isso significa que nossas crenças pessoais afetam não apenas a maneira como vivemos, mas é capaz de afetar nosso próprio organismo. E, indo ainda mais longe, nossas crenças coletivas modificam  nossa realidade material. A situação em que a sociedade humana se encontra atualmente é resultado de nossas crenças coletivas, tanto conscientes quanto inconscientes. Até recentemente éramos totalmente  inconscientes de nossa consciência coletiva, até que veio Carl Jung e descobriu que tínhamos um inconsciente coletivo. Hoje estamos conscientes (pelo menos alguns de nós) de que existe uma consciência coletiva e é ela define o modo como vivemos nesse mundo, ao estipular o sistema de crenças que rege a nossa atuação.

As convulsões que atualmente vemos na nossa civilização representam as forças da evolução em movimento. Precisamos entender o conjunto de crises como um conjunto de processos integrados. Se nós encararmos  cada crise como um processo isolado, vamos perder a visão de conjunto, é como se concentrar em uma árvore e não enxergar a floresta. Por exemplo, a convulsão que vem acontecendo no Egito no momento, não é  um processo isolado que só diz respeito ao Egito, é parte de um processo mais amplo e complexo que diz respeito a toda humanidade e ao processo evolutivo da civilização humana. A polêmica que existe hoje  no Brasil sobre a construção da Hidrelétrica de Belo Monte é uma discussão que não diz respeito apenas ao Brasil e seu povo, mas sim sobre como nós pretendemos viver daqui para frente e como vamos  utilizar os recursos do Planeta de agora em diante. Vamos continuar explorando os recursos do Planeta de forma predatória e destrutiva, cujo resultado será a nossa extinção como espécie? Ou vamos  aprender a desenvolver novos métodos capazes de preservar a natureza e os recursos de que necessitamos? O que está em questão agora não é apenas a evolução de um organismo individual, mas a evolução de um  superorganismo chamado humanidade em um contexto no qual temos consciência de ser apenas células do corpo de um organismo vivo maior, o Planeta Terra.

Nossa civilização tem evoluído através de ciclos históricos, como foi magistralmente descrito por Arnold Toynbee. Os organismos também evoluem por ciclos. Ou seja, o processo evolutivo, tudo no Universo,  evolui por ciclos. Os antigos Maias tinham noção dessa evolução cíclica da história, inclusive através da observação astronômica e dos ciclos da natureza. Com o passar do tempo, nossa civilização foi  perdendo o contato com os ciclos da natureza. Nos tornamos excessivamente onipotentes, achando que podemos ignorar impunemente que fazemos parte da natureza e estamos sujeitos a seus ciclos, queiramos ou  não. De acordo com as leis da natureza, tudo surge, se desenvolve, amadurece, permanece durante algum tempo, entra em declínio e desaparece. Os Hindus sabiam muito bem disso, e representaram esse fenômeno  através de suas deidades principais: Brahma, o deus da criação; Vishnu, o deus da conservação e Shiva, o deus da transformação. Assim a nossa civilização tem evoluído através dos séculos. Uma civilização  surge, se desenvolve e mantém durante algum tempo, entra e em declínio e desaparece. Então surge uma nova forma de civilização, que se reestrutura em novas bases, aprendendo com os erros da anterior e  avançando para níveis mais evoluídos, ou mais complexos. As novas civilizações não são necessáriamente melhores do que as antigas em todos os aspectos, pois o processo evolutivo não é uniforme. Atualmente  nós ainda convivemos (felizmente) com civilizações que mantém estilos de vida antigos em relação à nossa civilização dita "moderna". Nosso sistema de crenças nos leva a crer, de modo inconsciente, que  nossa civilização é superior e que, assim sendo, as demais civilizações, mais "atrasadas", devem adotar nossos valores e estilos de vida. No entanto, civilizações "atrasadas", como as comunidades indígenas  do vale do Xingu (que queremos remover para sabe-se lá onde, porque queremos construir uma mega-usina para alimentar indústrias predadoras que querem extrair minérios de nosso território para exportar  para países industrializados continuarem desperdiçando os recursos naturais do Planeta) sabem viver em harmonia com a natureza e extraem dela tudo o que precisam para viver, sem causar dano, e isso há  séculos, muito antes da chegada dos invasores europeus. Como uma criança que se desenvolve, cada civilização vai criando seu sistema de crenças baseado naquilo que parece funcionar melhor. Em dado momento  esse sistema de crenças se torna rígido e incontestável, tal qual como a criança que internaliza o que seus pais dizem que é o certo.

Mas, a natureza não quer saber de nosso sistema de crenças, o Planeta não quer saber se ele funciona para os nossos interesses. A natureza continua evoluindo e quer evoluir para melhor, se algo estiver em  seu caminho ela simplesmente elimina, e o Planeta, literalmente, varre de sua face, sem dó nem piedade, o que não serve mais, seja através de epidemias, de inundações, terremotos, deslizamentos de terra, secas, derretimento de  calotas polares e outros efeitos colaterais causados pela atuação predadora da humanidade sobre sua superfície. Então, ficar aferrados a nossas crenças não permite a flexibilidade necessária  para que nos adaptemos às exigências da natureza e comecemos a mudar para melhor. Tudo que não muda/evolui se extingue. Quem não acredita pergunte aos dinossauros ou, se preferir falar com humanos,  pergunte aos romanos.

Civilizações vêm e vão. No entanto, o ciclo que estamos vivendo no momento é único, pois não se trata apenas de um novo ciclo civilizatório, estamos encerrando e entrando em um novo estágio da evolução.  Acreditemos ou não em astrologia e em era de Aquarius, acreditemos ou não nas profecias dos Maias, a verdade é que estamos diante de uma grande transformação, queiramos ou não. Não sabemos qual será o resultado  disso, mas temos uma grande vantagem em relação às civilizações do passado: temos consciência (ou pelo menos temos potencial para isso) do que está acontecendo e podemos planejar conscientemente as  mudanças que se fazem necessárias e podemos escolher que o queremos criar. Essa consciência é essencial para que utilizemos todo o conhecimento científico e tecnológico que desenvolvemos para criar uma nova civilização, mais  evoluída, mais capaz de atender nossas necessidades como organismo social e mais capaz de utilizar os recursos do Planeta de modo sustentável. A questão é: como vamos nos articular para conduzir esse  processo?

Aprendendo com o passado.

Numa visão retrospectiva dos ciclos civilizatórios, começamos com pessoas que viviam em harmonia com a Terra e entendiam a natureza do Planeta como material e espiritual. Esse era o sistema de crença do  animismo, como é, por exemplo, até hoje, o sistema de crença dos povos Nativos das Américas, como foi a civlização druida nos povos anglo-saxões, dos Aborígenes da Austrália e da civilização tribal africana. Com o declínio do ciclo  animista sobreveio o ciclo politeísta. Os antigos Egípcios, Persas, Sumérios, Gregos e Romanos criaram civilizações baseadas na crença de existência de vários deuses. Ao politeísmo sobreveio o Monoteísmo,  que prevaleceu por muito tempo, até que Darwin introduziu o entendimento científico sobre a natureza da vida. A esses ciclos se sobrepõe ciclos econômicos: extrativismo, escravagismo, mercantilismo,  capitalismo. Atualmente vivemos sob o sistema de crenças do materialismo científico, cuja expressão econômica é o capitalismo, que vê a matéria como a essência do Universo.

O que mais caracteriza uma civilização são suas respostas às questões perenes: Por que estamos aqui? Como chegamos aqui? Como fazer o melhor para continuar aqui? Para onde vamos? Ao longo da história as  diferentes civilizações deram diferentes respostas para essas questões essenciais. À medida que as crenças mudam, as respostas mudam e a cultura muda para se acomodar ao novo sistema de crenças dominante,  que passa a ser a verdade universal a que todos têm de se submeter. A partir daí todo o sistema educacional se volta para a transmissão e perpetuação desse sistema de crenças para as novas gerações.  Assim, todos nos criamos aprendendo a acreditar que esse sistema de crenças é o melhor, o mais verdadeiro e incontestável.

Na vigência do sistema animista as pessoas reconhecem a existência de um mundo físico e de um mundo imaterial invisível que rege os destinos do mundo físico. Sua resposta às questões perenes são: Nós  viemos da Mãe Terra e do Pai Sol. Estamos aqui para preservar a harmonia entre esses mundos. Vivemos para aprender a viver em harmonia com a natureza.

Os politeístas ainda acreditavam em um mundo espiritual e o associaram à existência de deuses, que viviam em um mundo superior (Olimpo, Asgard, etc) de onde regiam o mundo material manipulando as forças  da natureza a seu bel prazer. Para os politeístas as respostas são: Estamos aqui por favor dos deuses. Estamos aqui para nos submeter à vontade dos deuses e agradá-los para que eles nos dêem o que  queremos e precisamos. Eventualmente alguns de nós que se destacarem nesse serviço poderão chegar a ser semideuses. Eles não se preocupavam muito com a questão de por que estamos aqui, apenas tentavam  levar a melhor existência possível e isso dependia de agradar e não despertar a ira dos deuses. Como eles acreditavam que os deuses podiam se transformar em animais ou adotar a forma humana, tinham  sensação de que os deuses eram onipresentes. Ele não sabiam se a pessoa a seu lado era um deus ou não, assim, todo mundo tinha de ter cuidado para não desagradar os deuses de alguma forma, portanto, era  melhor tratar de viver em harmonia com todo mundo.

O monoteímo aprofundou ainda mais a noção de espiritualidade tornando o mundo material e espiritual totalmente separados. O mundo material é imperfeito e o mundo espiritual é perfeito. Estamos aqui porque  fomos criados por um Deus, agora único e onipotente, que nos fez à sua imagem e semelhança. Estamos aqui para aprender a viver de acordo com a vontade de Deus para, com isso, sermos recompensados com a ida para o outro mundo após a morte física, onde não haverá mais dor e  sofrimento. A regra principal é não se deixar levar pelas tentações da matéria. Assim, devemos viver de acordo com as leis de Deus, que estão escritas no Talmude, na Bíblia ou no Alcorão, na dúvida um  rabino, padre, pastor ou aiatolá deve ser consultado. Em última caso consulte o Papa, que é infalível. Desvios desse caminho são pecados e devem ser confessados e expiados para nossa purificação e  merecimento da ida para o paraíso. No entanto, essa desvalorização da matéria está na contramão da biologia. A biologia evolucionária demonstra que quando algo é bom para um sistema biológico, isso faz ele se sentir bem e quando algo é mau, isso o faz se sentir mal. Mas, o judaísmo, islamismo e o cristianismo dizem às pessoas que elas devem se abster dos prazeres físicos e materiais, pois o mundo material é  falso e nos desvia do caminho para o mundo espiritual, assim, qualquer coisa que nos faz sentir mal nos mostra que estamos no caminho certo, pois estamos nos libertando da matéria.

Esse poder absoluto acabou por corromper a Igreja e, então, as pessoas se afastaram dela e foram sendo seduzidas pelas promessas do protestantismo que, lá pelas tantas, questionou a regra antimatéria e afirmam: A  propriedade material não é amaldiçoada, os prazeres carnais não são proibidos, são um sinal de que você está a favor de Deus, prestando bons serviços a ele e sendo recompensado aqui na Terra. Ou seja, já  não é mais preciso esperar pelo outro mundo, uma amostra do paraíso pode ser criado aqui na Terra. Mesmo assim, as regras fundamentais não mudaram muito e a Bíblia continuou sendo a lei, apenas sob novas  lideranças. A civilização ocidental mudou como decorrência da Reforma e a autoridade da Igreja passou a ser questionada por várias entidades, inclusive a ciência, durante o chamado período do Iluminismo, quando as  artes e as ciências floresceram e o filósofo francês Jean Jacque Rousseau acenou com a possibilidade de um mundo utópico terreno.

Apesar dessas mudanças, as respostas às questões perenes continuaram as mesmas, até que Charles Darwin apresentou a teoria da Evolução das Espécies e da Seleção Natural, colocando em cheque a idéia da  criação divina. Apesar da reação da Igreja, na época já não tão poderosa, a visão científica acabou prevalecendo e nos oferecendo novas respostas: Estamos aqui devido ao acaso, a matéria foi se combinando até  formar organismos vivos que vão mudando e sendo substituídos pelos mais aptos até chegarem à forma humana. Somos turistas acidentais nesse Planeta. Vivemos em competição pela sobrevivência do mais apto, o  que inclui o mais forte e o mais esperto. Essa idéia era mais aceitável do que o mito do Gênesis, assim nasceu o novo sistema de crenças dominado pelo Materialismo Científico que, entre outras coisas, nos  diz que não existe outro mundo, portanto, temos que tirar o melhor proveito desse mundo e trabalhar feito loucos para levar mais vantagem que os outros, se não chega outro mais "apto" e toma o seu lugar.

O grande problema do materialismo científico é que ele oferece um fim, mas nenhum significado. Tudo o que importa é sobreviver e obter o máximo desse mundo, para isso você pode estudar e usar o seu  cérebro ou pode aprender a manusear uma arma ou pode produzir e vender alimentos ou serviços ou fabricar e vender cigarros, álcool e drogas, o que importa é ser bem sucedido, ou seja, ganhar muito  dinheiro e acumular bens materiais para obter o máximo dessa vida, pois não haverá outra. Qualquer meio poderá torná-lo um líder. É uma civilização baseada na competição, não na moralidade. Esse é o clima em que vivemos  atualmente. Precisamos energia, é só fazer uma barragem, inundar uma grande extensão de terra onde vivem uns índios ignorantes, matar milhares se espécies de animais inúteis que não dão lucro e faturar  vendendo minérios para enriquecer. Se isso causa desequilíbrio ecológico, aquecimento global e inundações é problema de quem mora em barranco e das próximas gerações. A física Newtoniana substituiu o reino  imaterial do qual as religiões nos falam; já não precisamos do reino espiritual para entender o reino material. Como resultado as pessoas nessa cultura tratam de acumular o máximo que podem para sobrepujar  os demais em uma desvairada corrida pela sobrevivência ou por aquilo que se convencionou chamar de "sucesso". A consequência é que estamos dizimando o Planeta, o que equivale a matar a galinha dos ovos de ouro.

Ponto de Mutação

Todas as diferentes ciências estão conectadas criando um sistema de crenças coeso e consistente, que consolida e sustenta o sistema de crenças do materialismo científico. O fundamento de toda ciência é a  matemática. No topo das ciências temos a física. Mas, mesmo a física não existe sem a matemática. A física nos leva ao entendimento da química e a química nos leva à biologia. Quando entendemos a biologia  podemos avançar em direção à psicologia. Esses são os blocos que constituem o sistema de crenças e todos dependem da concepção materialista. Então vivemos em um mundo cujo prêmio máximo é um bulldozer.

Entretanto, o edifício desse sistema de crenças está começando a ruir e cada vez surgem mais evidências de que uma mudança de paradigma se faz necessária. A decifração do código genético representa o pico onde podemos chegar até agora através do materialismo científico. Curiosamente, à medida que a biologia e a medicina avançam, as pessoas começam a sair em busca de terapias alternativas, complementares  ou medicina integrativa, que incorporam alguma forma de concepção espiritual. Ou seja, está havendo uma perda de confiança no sistema materialista puro e simples. A evolução da sociedade baseada no materialismo científico não está trazendo a satisfação  esperada e prometida, então as pessoas estão procurando por novas respostas. O que a própria ciência está descobrindo vem revelando algo totalmente diferente sobre a vida. Uma nova realidade científica, a  física quântica, nos diz que, na realidade, tudo é feito de energia, inclusive a matéria. Até recentemente acreditava-se que os genes controlavam a biologia, criando a crença em um determinismo genético irrecorrível, mas, a  epigenética vem demonstrando que nosso corpo pode criar trinta mil variantes de cada gene apenas pelo modo como respondemos aos fatos da vida. Ou seja, estamos descobrindo que a realidade interior, nossa consciência,  a maneira como reagimos, como pensamos e nos sentimos em relação ao ambiente, é capaz de influenciar a expressão gênica. Recentemente um experimento científico demonstrou que o DNA pode se replicar à distância, uma descoberta que vai exigir uma revisão do atual paradigma biológico.

Um outro mito que está caindo é o da sobrevivência do mais apto. A natureza não dá a mínima para o mais apto, os nossos mais aptos estão destruindo o Planeta, a resposta da natureza é simples: varrê-los  da face da Terra. As bactérias que sobrevivem aos nossos antibióticos também são as mais aptas da sua espécie, mas precisamos varrê-las de nosso organismo se quisermos continuar vivos. Assim, à medida que fica cada vez  mais evidente que o individualismo e a competitividade está nos levando a nos matarmos uns aos outros e a promover a destruição do ambiente natural do qual dependemos para sobreviver, vamos tomando  consciência de que uma nova teoria da evolução deve se basear em coletivismo e cooperação ao invés de individualismo e competição.

O último mito que precisa ser derrubado é o de que a evolução é um processo que se dá ao acaso. Não estamos aqui por acidente. A geometria fractal, um entendimento matemático do Universo, confirma uma  máxima espiritual que diz: "assim como é em cima é embaixo". A geometria fractal demonstra a natureza científica daquele sistema de crenças mostrando que as imagens se reproduzem ao longo da vida através de  um padrão que não é meramente casual, que possui uma lógica matemática, ou seja, existe uma inteligência por trás da evolução, embora ainda não saibamos o que ou quem ela é.

Portanto, o materialismo científico e a civilização que nele se baseia está em seu ocaso. A nova civilização que está emergindo não é apenas uma nova civilização, mas um novo estágio da evolução.

Um Novo Começo

Os princípios e crenças pelas quais temos vivido estão errados. A matemática fractal diz: Há um padrão no mundo e a evolução segue um padrão. A física quântica diz: matéria é energia e a consciência  afeta a maneira como a matéria se manifesta. Quando uma ciência que está na base, que é o alicerce de uma construção, muda, tudo o que está acima precisa mudar para se adaptar, ou irá ruir. A biologia e a  psicologia ainda não adotaram o novo entendimento da matemática e da física, embora as primeiras evidências, como a epigenética, já começaram a surgir. Uma nova ciência, a biologia quântica, está  pesquisando como a energia afeta a biologia e que a consciência é essa energia. Estudos estão demonstrando que a música afeta a biologia e a saúde através da alteração de nosso estado de consciência. A  neurociência vem demonstrando que mudanças nos padrões de pensamento causam mudanças nas estruturas cerebrais alterando as conexões entre os neurônios, criando novas sinapses e novas redes neurais afetando os  mecanismos de neurotransmissão. A medicina vem demonstrando que o estresse - um subproduto do estilo de vida competitivo - é maior causa de doença tanto física quanto mental.

Galileu afirmou que "A matemática é a linguagem com a qual Deus escreveu o Universo". Nossa civilização está mudando para se alinhar a um novo sistema de crenças, um sistema de crenças que tem uma característica integrativa e holística, que não vê mais a realidade como partes isoladas, mas como um todo integrado. O Universo se parece muito mais com um cérebro do que com uma máquina cheia de engrenagens, como concebia a física Newtoniana. No holismo, novamente reconhecemos que somos filhos do céu e da Terra, mas também entendemos que nos desenvolvemos através de mudanças adaptativas para melhor interagir com o ambiente natural, o Jardim do Éden, e que precisamos continuar mudando. Nosso propósito é aprender a cuidar do jardim e a sobreviver em harmonia com ele e em paz com nossos semelhantes e outros seres vivos. Para fazer o melhor de nossa existência precisamos utilizar nossos conhecimentos científicos para desenvolver e aplicar tecnologias que nos permitam viver nesse Planeta com o mínimo de dano possível e de modo a otimizar a utilização dos recursos que ele coloca generosamente à nossa disposição, sem desperdícios e sem causar desestabilização dos ecossistemas.

Estamos começando a aprender que somos células em um grande organismo. Nesse momento - assim como está acontecendo no corpo de muitas pessoas - a Terra está sofrendo de uma doença auto-imune, nas quais as células do corpo estão atacando e matando umas às outras, e se não aprendermos rápido o suficiente, estamos perdidos. Aqueles de nós que estão procurando por novas respostas são o futuro de evolução. Estamos experimentando e investigando como podemos criar uma vida melhor, que seja capaz de incluir a todos. O único caminho é a evolução, e para evoluir é preciso desmantelar a antiga estrutura e construir uma nova. Portanto, não precisamos temer que a atual estrutura esteja ruindo, esse é um passo necessário para chegar à próxima etapa, na qual vamos retornar à condição original de viver em um mundo em que o material e o espiritual se complementam, se integram e se harmonizam para que possamos viver em paz e harmonia em nosso paradisíaco Planeta Terra, nosso único lar em todo o Universo, pelo menos por enquanto.

 

Fontes consultadas e recomendadas:

Spontaneous Evolution: Our Positive Future. by Bruce Lipman e Steve Baerman.[Kindle Edition]

Mankind and Mother Earth: A Narrative History of the World byArnold Toynbee

The Biology of Belief . [Kindle Edition]

Wisdom: From Philosophy to Neuroscience by Stephen S. Hall

Molecules Of Emotion: The Science Behind Mind-Body Medicine by Candace B. Pert

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