Perguntas e Respostas sobre Transtorno Bipolar do Humor

O Transtorno Bipolar do Humor é um problema psiquiátrico ainda não bem compreendido pela população em geral o que, aliado ao tradicional preconceito em relação às doenças que afetam o funcionamento da mente, faz com que muitas pessoas deixem de buscar ajuda psiquiátrica para diagnóstico e tratamento adequados.

Aqui vamos procurar listar e responder resumidamente as principais dúvidas (FAQ) sobre o assunto. No final dessa mensagem de Blog há um link para a versão mais completa do FAQ com maiores detalhes para quem desejar aprofundar o tema.

POR QUE O TBH É CONSIDERADO UM MAL DA ATUALIDADE?

Na verdade não se trata de um mal da atualidade, apenas atualmente o diagnóstico vem sendo feito com mais frequência e mais pessoas estão se conscientizando e buscando tratamento.

QUAL A ORIGEM DESTA DOENÇA? É HEREDITÁRIA?

Sim, a origem é basicamente de ordem constitucional, ou seja, a pessoa já nasce com uma constituição predisposta a desenvolver o transtorno. Desde o século XIX os psiquiatras observam que esse tipo de transtorno é mais comum em algumas famílias do que outras.

ANTIGAMENTE, O TBH TINHA OUTRO NOME? 

Sim, o transtorno teve várias denominações ao longo dos tempos, anos atrás era mais conhecida Psicose Maníaco-Depressiva. À medida que a compreensão do fenômeno foi evoluindo a nomenclatura foi sendo alterada para acompanhar esses avanços.

QUEM ESTÁ MAIS PROPENSO À DOENÇA: HOMENS OU MULHERES?

Por razões ainda não bem compreendidas, o transtorno é mais comum nas mulheres.

O QUE CARACTERIZA A DOENÇA?

O que mais caracteriza o transtorno é uma variação significativa do estado de humor, que tende a variar de modo incomum, muitas vezes rápida e subitamente, entre estados de baixa energia (depressão, desânimo, demotivação, fobias, insegurança) e de alta energia (euforia, irritabilidade, ataques de cólera). 

A DOENÇA TEM GRAUS VARIADOS DE GRAVIDADE. COMO IDENTIFICAR?

Sim, existem os mais variados graus e formas de apresentação, dependendo do tipo ou subtipo do transtorno. Vai desde graus mais leves, quando então pode ser classificado comociclotimia (humor cíclico), até os casos mais graves, que podem chegar ao nível psicótico, incluindo delírios e alucinações. 

O TRANSTORNO BIPOLAR DE HUMOR TEM CURA?

Se costuma dizer que não existe cura no sentido de uma remissão definitiva do transtorno a ponto de se poder garantir que o paciente nunca mais irá apresentar episódios ativos da doença.

COMO É O TRATAMENTO?

O tratamento é feito através de psicoterapia e medicamentos específicos, denominados estabilizadores do humor. Dependendo da fase ou dos sintomas apresentados pode ser necessário associar antidepressivos, tranqüilizantes, indutores do sono.

ATÉ QUE PONTO O TBH AFETA A SOCIABILIDADE DO PACIENTE?

Se a doença não estiver devidamente tratada e controlada a sociabilidade do paciente pode sofrer grande prejuízo tanto nas relações familiares quanto sociais e de trabalho. As demais pessoas nem sempre conseguem entender e compreender o que está acontecendo com o paciente, suas oscilações de humor e mudanças súbitas de comportamento podem deixar as demais pessoas surpresas, desnorteadas, confusas.

QUANDO O PACIENTE DO TBH PRECISA SER HOSPITALIZADO?

Atualmente, com os recursos de tratamento existentes, quando o paciente adere ao tratamento regularmente e segue as recomendações médicas, é muito difícil que precise ser hospitalizado. 

A PERSONALIDADE, O TEMPERAMENTO ou A ÍNDOLE, DA PESSOA PORTADORA DOTBH, PODE POTENCIALIZAR A DOENÇA?

Não propriamente potencializar, mas dar as tintas. Dependendo do tipo de formação, vivências familiares, meio cultural a personalidade pode adquirir tonalidades diferentes que podem ajudar a moderar ou acentuar as características do TBH. 

O PACIENTE TEM CONDIÇÕES DE CONTROLAR A DOENÇA SEM MEDICAMENTOS?

Dependendo do grau de gravidade até é possível ao paciente viver sem tratamento algum, embora isso possa lhe trazer alguns problemas na vida. 

DAS DUAS PONTAS DA BIPOLARIDADE - A EUFORIA E A DEPRESSÃO - QUAL DELAS MERECE MAIS CUIDADOS?

É relativo, isso vai depender de cada caso e de cada momento em especial de cada paciente. Há momentos em que os sintomas depressivos são predominantes e exigem mais cuidados e outros em que os sintomas maníacos são mais proeminentes podendo apresentar mais riscos. 

O SUICÍDIO FAZ PARTE DO "QUADRO" DO PACIENTE?

Sim, o suicídio ou a morte acidental é sempre um risco em potencial que precisa ser constantemente avaliado ao longo do tratamento para que seja atendido a tempo.

PESSOAS DIAGNOSTICADAS COM O TBH SÃO DOENTES MENTAIS?

Essa é uma questão muito importante. Sim, o TBH é um transtorno ou doença mental como tantas outras. Infelizmente ainda há um preconceito muito grande em relação às doenças mentais em geral. 

ALÉM DO TRATAMENTO MÉDICO, O QUE MAIS PODE CONTRIBUIR PARA QUE O PACIENTE TBA LEVE UMA VIDA NORMAL?

Tomar medidas gerais que visem a manutenção de uma boa saúde e qualidade de vida pode ajudar a manter o equilíbrio emocional e prevenir recaídas ou surtos de exacerbação.

QUAL A IMPORTÂNCIA DA PARTICIPAÇÃO DA FAMÍLIA NO TRATAMENTO?

A participação dos familiares e do entorno familiar como um todo é de fundamental importância para o diagnóstico, continuidade e sucesso do tratamento. Na maioria das vezes é um familiar que percebe primeiro que alguma coisa de anormal está acontecendo com o paciente quando este começa a apresentar os primeiros sintomas da doença.

Caso você deseje ou precise respostas mais detalhadas clique aqui para acessar a versão longa do FAQ.










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Comentário de Rubens Mário Mazzini Rodrigues em 10 maio 2012 às 22:23

Não é tão simples assim, Rívia. A hipnologia ou hipnose terapêutica tem muitas utilidades. Pode até ser útil em tratar determinados traumas ou conflitos emocionais que possam estar contribuindo para a sintomatologia da doença, mas, infelizmente, não tem o poder de "eliminar" ou "curar" a doença, que tem base genética. Se isso fosse possível por essa via não tenha dúvida que os psiquiatras já a teriam adotado. Quanto ao "choque elétrico", ou eletroconvulsoterapia, é um tratamento muito pouco utilizado atualmente, desde que surgiram medicamentos mais eficazes esse recurso tem sido cada vez menos necessário. No entanto, ainda pode estar indicado em casos muito específicos em que não há a resposta esperada com os medicamentos. Felizmente, em mais de 30 anos de prática de psiquiatria nunca precisei utilizá-lo, mas não hesitaria em utilizá-lo caso fosse necessário em benefício do paciente.
Obrigado pelo comentário,
Abraço 

Comentário de Rívia Duarte Bezerra Teixeira em 8 maio 2012 às 18:18

É uma doença que vem sendo demasiadamente diagnosticada pelos psiquiatras, bem como esquizofrenia, entre outras. Mas, a hipnologia tem comprovado que quando o subconsciente é acessado e o ego ou mente carnal eliminado, muitas informações e curas podem ser obtitidas sem complicações. Infelizmente, muitos psiquiatras, mesmo o de mentes mais abertas, que são poucos aqui no Brasil, ainda acreditam em uma psiquiatria ortodoxa e em choque elétrico como auxiliar no tratamento de doenças que requerem um maior aprofundamento da mente do profissional e de assuntos tais, já que a mente do observador ou profissional influencia no comportamento do observado ou paciente.

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