Os Radicais Livres Emocionais (RLE) são formações ideo-afetivas que atacam nossa motivação e auto-estima levando ao desgaste de nossa energia vital, dando ensejo ao desânimo, à ansiedade, à depressão, à insegurança, à impotência, à estagnação e, finalmente, à desistência, que são os sintomas indicativos de que os radicais estão agindo fora do nosso controle.

          Exemplos: o medo, o pessimismo, a raiva (ódio), a dúvida, a culpa, a descrença, a pressa, o perfeccionismo, a autopiedade, a auto-crítica, a vergonha, o remorso, a dispersão, entre outros.

          O maior criador de obstáculos é o medo: medo de não conseguir, o medo de não ser bom o bastante, medo de não dar certo, medo de sofrer, medo de se decepcionar, medo do fracasso, medo do sucesso, etc. O medo tem a capacidade de nos paralisar, fazendo com que evitemos correr riscos, levando-nos a desistir antes de começar. Ao desistir, já estamos vencidos por antecipação. O que o medo mais faz é isso, antecipar os perigos fazendo-nos crer que esses são maiores que nossas capacidades. As vitaminas anti-oxidantes contra o medo são a coragem e a persistência.

          No rastro do medo pode surgir o fantasma do pessimismo, formado pelas crenças alimentadas ao longo do tempo de que as possibilidades estão sempre contra nossos sonhos e objetivos. Cada experiência mal-sucedida vai alimentando essa crença até que ela pode se tornar definitiva criando a famosa Lei de Murphy, que diz que “se algo pode dar errado, então vai dar errado”. A vitamina contra esse RLE é o otimismo: a crença confiança em nossas capacidades e possibilidades, que são os elementos capazes de tornar as probabilidades a nosso favor. O otimismo melhora as chances de sucesso, o pessimismo as solapa.

          Lado a lado com o pessimismo e o medo caminha o fantasma da dúvida. Será que eu vou conseguir? E se não der certo? E se essa for apenas mais uma tentativa frustrada? O anti-oxidante contra a dúvida é a confiança. Alimente-se de seus sucessos passados, dos obstáculos que conseguiu remover anteriormente apesar das dúvidas próprias e alheias. Seus poderes estão aí para serem usados.

          A raiva (ódio) e a culpa são dois poderosos radicais, de alto poder oxidativo. O ódio (raiva crônica) pode ser altamente irracional, pode se voltar até mesmo contra você mesmo ou contra aqueles que o estão ajudando em pensamentos como “Mas que droga, estou fazendo tudo que posso e não está dando certo? Ou: “Eu sou mesmo um incompetente, tanta gente consegue, porque então eu não consigo? Os antídotos contra o ódio e a culpa são a paciência e a compaixão. Você não é igual a ninguém, cada um tem o seu ritmo e o seu caminho, o que funciona para uns pode não funcionar para outros. O caminho se faz ao andar, portanto, o importante é se manter em movimento. Como diz o Dalai Lama: "Sentir ódio é como tomar veneno esperando que o inimigo morra".

          A pressa e o perfeccionismo podem se colocar no caminho levando à imperfeição e à autocrítica excessiva. Substitua-as pela estratégia e compreensão de si mesmo (auto-conhecimento). Procure identificar seus pontos fortes e pontos fracos. Previna-se das fraquezas e faça bom uso de suas forças.

          Outras duas irmãs siamesas primos próximos podem se interpor em meio aos demais radicais livres: a vergonha e a auto-piedade. A vergonha pode levar à desistência para se esconder das próprias dificuldades ao invés de enfrentá-las. Já, a auto-piedade serve de consolo, afinal, você não tem culpa, é apenas uma vítima inocente dos outros, do destino, da sorte, das circunstâncias. Ao se sentir vítima das circunstâncias você deixa de fazer o que está ao seu alcance para mudar a realidade, pois essa parece estar totalmente fora do seu controle. A vitamina capaz de afastar essas duas irmãs é a responsabilidade. Você é grande responsável pelas suas escolhas é a principal vítima de seus eventuais prêmios ou conseqüências.

          Finalmente temos a distração, dispersão ou perda de foco. Se você se distrair e deixar de focar suas energias no seu objetivo poderá se perder no caminho. O antídoto para a dispersão é o foco. Mantenha o foco e o sucesso é uma questão de tempo. A forma de combater os RLE é alimentar pensamentos e sustentar atitudes que funcionam como doses de vitaminas antio-xidantes criando estruturas ideo-afetivas fortes e consistentes capazes de reforçar nossa capacidade de resistência aos radicais livres emocionais prevenindo-se, assim, de seus efeitos nocivos sobre a mente e as emoções.

         Outros exemplos, não menos nocivos, de RLE são: a inveja, o rancor, a mágoa, o ciúme, etc. O mais poderoso antídoto contra todos chama-se AMOR.

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